Olhos lacrimejando – o que pode ser?

Olhos lacrimejando – o que pode ser?

Olhos lacrimejando, lacrimejantes ou epífora são tudo expressões para designar a condição em que o doente sente uma abundância invulgar de lágrimas (olhos sempre a lacrimejar). Este problema pode dever-se a uma produção de lágrimas excessiva, a inflamação dos olhos ou à drenagem inadequada das lágrimas. Este problema pode ser temporário ou então existir um lacrimejamento persistente no tempo. Se o problema persistir no tempo (longa duração) deve consultar o médico oftalmologista para efetuar o diagnóstico da doença e tratamento adequado.

Os olhos com lágrimas são uma condição normal. As lágrimas são um líquido que contêm água, sais e permitem manter os olhos lubrificados e ajudar a lavá-los de objetos estranhos e poeira. As lágrimas são produzidas pelas glândulas lacrimais sob a pele das pálpebras superiores. Quando pestanejamos, as lágrimas espalham-se e mantêm os olhos húmidos. As lágrimas são, normalmente, drenadas através dos canais lacrimais e por evaporação. Outras glândulas produzem lipídios que protegem as lágrimas da evaporação muito rápida.

Nos olhos que lacrimejam são produzidas muitas lágrimas, que sobrecarregam os canais lacrimais. Os canais lacrimais bloqueados, vento, poeira, alergias, infeções e lesões são por isso fatores que podem causar lacrimejamento nos olhos. Contudo, outras causas podem estar na origem do problema (veja mais informação em causas).

Na maioria das vezes, o problema dos olhos lacrimejantes é resolvido sem qualquer tratamento. Contudo, noutras situações este problema pode tornar-se num processo crónico. Consulte o seu médico se apresenta um caso prolongado de olhos lacrimejantes, especialmente se for acompanhado de outros sintomas.

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O que é estrabismo?

O que é estrabismo?

O estrabismo caracteriza-se por um desequilíbrio na função dos músculos oculares, fazendo com que os dois olhos não fixem o mesmo ponto ou objeto ao mesmo tempo.

No estrabismo ocular, enquanto um dos olhos fixa um objeto o outro está desviado (desvio dos olhos). O desvio dos olhos pode ser permanente ou aparecer em determinados momentos. Este desvio pode ser pouco percetível (estrabismo leve) ou, então, ser mais acentuado causando neste caso, um claro desconforto ao doente por motivos estéticos, para além dos problemas de visão que todos os estrabismos acarretam.
Estrabismo – causas
No estrabismo, as causas podem ser diversas como veremos de seguida. São seis os músculos extraoculares em cada olho que controlam os movimentos dos globos oculares. Para focarmos ambos os olhos no mesmo objeto, todos os músculos dos olhos devem trabalhar de forma harmoniosa, cinérgica e síncrona.

O cérebro por via da imagem controla os movimentos destes músculos, através de impulsos nervosos de excitação e inibição, de forma que quando um músculo de um olho contrai o seu antagonista relaxa. Assim, doenças que afetem o cérebro, como tumores, acidentes vasculares cerebrais (AVC), paralisia cerebral (isquemia), hidrocefalia, Síndroma de Down e de Duane, prematuridade, viroses e traumas são acompanhadas frequentemente de estrabismo primários ou secundários.

O estrabismo em adultos é raro e os mais frequentes são os adquiridos, resultantes de traumatismos cranianos ou devido a problemas vasculares (tromboses).

Normalmente, a causa do estrabismo em adultos está relacionada com as seguintes doenças:
Botulismo;
Diabetes (estrabismo paralítico – vascular);
Síndrome de Guillain-Barré;
Perda de visão (cegueira);
Traumatismo cerebral.

No estrabismo, a existência de história familiar constitui um fator de risco para o problema (estrabismo hereditário).
Uma das causas de estrabismo pode ser a hipermetropia, especialmente em crianças, que é tratado com o uso de óculos.
A perda de visão provocada por qualquer doença, também pode causar estrabismo.

Estrabismo infantil

O estrabismo infantil é aquele que aparece no bebé, depois dos seis meses de vida. Se aparecer por volta dos 3 anos, a causa mais provável será um erro refrativo (hipermetropia) que se designa por estrabismo acomodativo. Ver mais em estrabismo acomodativo.
As causas do estrabismo infantil são na maioria dos casos desconhecidas. Em mais de metade dos casos do estrabismo em crianças, o problema está presente ao nascimento ou imediatamente a seguir (bebé). Este tipo de estrabismo, que está presente no bebé ao nascimento, designa-se por estrabismo congénito.
O estrabismo na infância, na maioria das vezes, está relacionado com o controlo muscular e não com a força muscular. Várias patologias podem estar relacionadas com o estrabismo infantil, nomeadamente, Paralisia cerebral, Síndrome de Apert, Rubéola congénita, Hemangioma palpebral (ambliopia), Trissomia 18, Síndrome de Noonan, Síndrome de Prader-Willi, Retinopatia da prematuridade, Retinoblastoma e Lesão cerebral traumática.

Estrabismo infantil – tratamento

O estrabismo infantil tem tratamento tal como outro tipo de estrabismo qualquer. Se o estrabismo for acomodativo, o tratamento passa pela correção do erro refrativo (hipermetropia) com óculos. Se for outro tipo de estrabismo, a correção deverá ser cirúrgica nos músculos extraoculares.

Estrabismo tem cura?

Numa larga maioria de casos, o estrabismo tem cura. A cura do estrabismo passa sempre por uma intervenção cirúrgica aos músculos extraoculares, exceto no estrabismo acomodativo em que a cura passa pela correção ótica (hipermetropia) com óculos ou lentes de contacto (correção de estrabismo).
Estrabismo – tratamento, correção
A primeira medida a ser tomada no que diz respeito ao tratamento do estrabismo em crianças (infantil) é a prescrição de óculos, caso haja necessidade. No estrabismo acomodativo, o tratamento passa pela correção do erro refrativo (hipermetropia) através da prescrição de óculos.

A ambliopia ou olho preguiçoso deve ser tratado o mais breve possível, colocando um oclusor sobre o olho com boa visão. Esta medida forçará o olho mais fraco a fixar os objetos e a estimular a visão.
Se os olhos estiverem desalinhados, pode ser necessário realizar uma intervenção cirúrgica aos músculos extraoculares. Em geral, a intervenção cirúrgica é realizada entre os 3 e os 6 anos de idade, consoante a escolha pelas teorias da escola Francesa ou Americana. O uso de óculos é independente da uma intervenção cirúrgica.
Nos adultos com estrabismo latente (forias), o uso de óculos, caso apresentem erro refrativo e exercícios de ortótica podem ser úteis na manutenção do alinhamento dos olhos.
As formas de estrabismo manifesto no adulto precisam de uma intervenção cirúrgica ocular para endireitar os olhos.

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O que é retinopatia diabética?

O que é retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma das complicações da diabetes e uma das principais causas de cegueira nos adultos, devida às alterações estruturais que ocorrem nos vasos sanguíneos da retina. Com o evoluir da doença, estes vasos tornam-se incontinentes e libertam sangue ou fluido sanguíneo para o espaço retiniano ou para o vítreo causando problemas na visão. A retinopatia diabética pode causar perda de visão de duas formas:

Os vasos sanguíneos anormais (neo-formados), como são frágeis, rompem-se e libertam sangue na cavidade vítrea, obscurecendo ou tirando mesmo a visão. Isto, normalmente, acontece nos estadíos mais avançados da doença.
O fluido sanguíneo pode exsudar para a região macular (parte da retina que corresponde à visão central), provocando edema e consequentemente perda de visão. Pode ocorrer em qualquer estadío da retinopatia diabética, embora seja mais provável que ocorra em fases avançadas da doença.
Esta doença tanto pode surgir nos diabéticos tratados com anti-diabéticos orais (diabetes tipo 2) como nos medicados com insulina (diabetes tipo 1). A retiopatia diabética surge, geralmente, ao fim de alguns anos, manifestando-se mais cedo no caso da diabetes tipo 1 do que na diabetes tipo 2. A retinopatia diabética não está só dependente dos valores da glicemia, mas também de outros fatores como a hipertensão arterial, colesterolemia, hábitos tabágicos e um outro extremamente importante que é o fator genético, nomeadamente, o hereditário.

Os doentes com diabetes tipo 1 e 2 apresentam grande probabilidade de vir a desenvolver retinopatia diabética, devendo, por isso, realizar exame de fundo ocular pelo menos uma vez por ano. A retinopatia diabética está diretamente relacionada com os anos de evolução da diabetes. Mediante o estadio da retinopatia diabética, o oftalmologista deve orientar o doente no sentido de impedir a sua progressão.

A retinopatia diabética, nas grávidas (diabetes gestacional), pode evoluir mais rapidamente, sendo aconselhável que todas as grávidas efetuem exame de fundo ocular no início da gravidez e no pós – parto.

Em relação a outras doenças dos olhos que afetam os diabéticos é de destacar a catarata (turvação do cristalino) que pode desenvolver-se mais precocemente nas pessoas portadoras de diabetes. O glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) também é mais frequente no diabético e pode conduzir à atrofia do nervo ótico e consequente perda de visão. O diabético possui cerca de duas vezes mais probabilidade de vir a desenvolver glaucoma do que um indivíduo não diabético.

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Como lidar com olhos secos?

O que é vista cansada?

Quando mencionamos vista cansada, referimo-nos à fadiga ocular, fadiga visual, cansaço ocular, etc. isto é, são tudo formas de referirmos cansaço nos olhos ou olhos cansados. Como veremos adiante a vista cansada pode ser causada por diversos fatores, ou simplesmente pode resultar apenas de um esforço ocular acrescido que desaparece apenas com repouso.

É, por isso, importante perceber o que é vista cansada e saber identificar os principais fatores de risco para a saúde dos seus olhos.
Note que a expressão vista cansada também é, por vezes, utilizada para designar presbiopia.

Os olhos cansados podem ser originados, como veremos mais à frente, por algumas doenças dos olhos ou, então, por cansaço ou fadiga relacionados com a leitura ou a exposição durante várias horas seguidas a dispositivos digitais, como é o caso do computador, entre outros.
Os olhos cansados são uma condição bastante comum, que diminui substancialmente a qualidade de vida da pessoa. Para além disso surgem, habitualmente, outros sintomas associados à vista cansada como dor de cabeça, ardor e vermelhidão nos olhos, causando um desconforto acrescido. Sintomas como tonturas e outros distúrbios são menos frequentes mas também possíveis. Veja mais informação em sintomas.
Os olhos cansados, geralmente, não são um problema sério se não existir doença associada. Precauções do senso comum, devem ser tomadas tanto em casa, como no trabalho e mesmo ao ar livre, podendo assim ajudar a prevenir ou reduzir a fadiga ocular. Mas, às vezes, a fadiga ocular é um sinal de uma doença ocular subjacente que pode necessitar de tratamento médico.

Erros refrativos como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia quando não corrigidos podem desencadear esforço adicional do sistema ocular, originando cansaço ocular. Ou seja, se por exemplo estiver várias horas seguidas em frente ao computador sentirá determinado cansaço ocular. Contudo, se padece de um erro refrativo (como por exemplo, miopia, astigmatismo, hipermetropia, presbiopia), então desencadeará um esforço visual bastante superior pela dificuldade de focagem.

Outras doenças dos olhos podem também originar cansaço ocular, pelo que a consulta ao médico oftalmologista é de primordial importância.

Entre as doenças mais comuns, poderemos incluir, por exemplo, a catarata. Qualquer atividade que requer o uso intensivo dos olhos –                      como um longo período de condução, principalmente à noite, ou leitura (livro, jornal, revista, etc) pode causar fadiga ocular.

A exposição à luz brilhante ou tentando ver com pouca luz também pode causar fadiga ocular.
Na atualidade, uma das causas mais comuns de fadiga ocular está relacionada com o trabalho ou diversão com dispositivos digitais por longos períodos de tempo, tais como:
Computador;
Telemóvel ou smartphone;
Jogos de vídeo;
Tablet, etc.

Se a fadiga ocular persistir por mais de alguns dias ainda que tenha tomado precauções simples, consulte o médico oftalmologista.

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O que é daltonismo?

O que é daltonismo?

O daltonismo é a incapacidade ou diminuição da capacidade de ver a cor ou perceber as diferenças de cor em condições normais de iluminação. O daltónico é o indivíduo que padece de daltonismo, ou seja, significa que é incapaz ou tem dificuldade em distinguir as diferenças de cor. Por este motivo, a visão de um daltónico é, muitas vezes, apelidada de “cegueira para cores” ou “deficiência de visão das cores”.
Alguém com visão normal pode identificar e distinguir 150 tons de cores diferentes, no entanto, no daltónico este número começa a cair à medida que tem menos possibilidades de criar misturas de cores.

O daltonismo afeta uma percentagem significativa da população. Existe a possibilidade de as pessoas daltónicas pertencerem a ambos os sexos. Contudo, o daltonismo em homens (masculino) é mais frequente que o daltonismo em mulheres (feminino), devido à hereditariedade e aos cromossomas envolvidos. Veja mais informação em hereditariedade do daltonismo.

Teste de daltonismo

Faça, aqui, o teste de daltonismo online para saber se é daltónico. Para tal tem apenas que observar a imagem superior e tentar identificar a sequência dos números apresentados. Na linha superior, da esquerda para a direita, deverá identificar os números: 2, 29, 5, 42, enquanto que na linha inferior deverá identificar os números 6, 10, 57, 7. Note que este teste para daltónicos pretende apenas exemplificar o processo, podendo existir alterações na perceção das cores de acordo com o monitor do computador, a resolução utilizadas, etc pelo que o teste de daltonismo completo deverá ser realizado de modo a avaliar a real perceção das cores sempre pelo médico oftalmologista. Acresce que, como veremos mais tarde, para além do foro hereditário, o daltonismo pode ter origem em condições mais sérias, designadamente algumas doenças dos olhos, pelo que é importante que o diagnóstico através de um exame oftalmológico completo e orientação no tratamento sejam efetuados pelo médico oftalmologista.

O teste de daltonismo é um exame que permite perceber se o doente tem alguma deficiência na perceção das cores, ou seja, se estamos perante um indivíduo daltónico. O teste de ishihara foi introduzido no início do século passado e, desde então, é de longe o teste de deficiência de visão de cores mais conhecido em todo o mundo. O Dr. Shinobu Ishihara, do Japão, produziu três conjuntos de testes diferentes que são amplamente utilizados e tudo com base nas mesmas placas pseudoisocromáticas.

Daltonismo – causas

No daltonismo, entre as causas mais comuns encontra-se uma falha no desenvolvimento de um ou mais conjuntos de cones da retina. Este tipo de daltonismo é, geralmente, uma condição hereditária e ligada ao sexo. Os genes que produzem fotopigmentos são produzidos no cromossomo X. Se, eventualmente, faltam ou se encontram danificados alguns desses genes, pode ocorrer o daltonismo.
O daltonismo é mais provável nos homens do que nas mulheres. Tudo isto se deve ao facto dos homens possuírem apenas um cromossoma X e as mulheres dois, sendo que um gene funcional apenas num dos cromossomas X é suficiente para produzir os fotopigmentos necessários.
O daltonismo também pode ser causado por danos físicos ou químicos nos olhos, nomeadamente na retina ou nervo ótico, ou de partes do cérebro. Doenças como o glaucoma, a diabetes e a esclerose múltipla, entre outras doenças são também possíveis causas do daltonismo.

Daltonismo – genética

O daltonismo é uma condição genética hereditária comum (herdado), isto é, significa que é normalmente transmitido pelos pais.
A cegueira da cor verde é passada de mãe para filho no cromossomo 23, que é conhecido como o cromossomo sexual porque também determina o sexo. Cromossomas são estruturas que contêm genes – estes contêm as instruções para o desenvolvimento de células, tecidos e órgãos. Se você for daltónico isso significa que as instruções para o desenvolvimento das suas células cone são defeituosas, que as células cone podem ser escassas, ou menos sensíveis à luz ou pode ser que o caminho a partir das células cone para o cérebro não se tenha desenvolvido corretamente.
O cromossomo 23 é composto por duas partes ou dois cromossomos X no sexo feminino ou um cromossomo X e um Y, no caso do sexo masculino. O “gene” defeituoso para o daltonismo encontra-se apenas no cromossomo X. Então, para um homem daltónico apresentar um gene defeituoso só tem de aparecer no seu cromossomo X. No caso da mulher daltónica devem estar presentes em ambos os seus cromossomas X. Se uma mulher tem apenas defeito num gene ela é conhecida como uma “transportadora”, todavia não vai ser daltónica. Quando tiver um filho ela vai dar um dos seus cromossomas X à criança. Se transmitir o cromossoma X com o gene defeituoso ao filho, ele será daltónico, mas se ele receber o cromossomo “bom”, ele não será daltónico.
A filha daltónica, portanto, deve ter um pai que é daltónico e uma mãe que é portadora (que também passou o gene defeituoso à filha.
É, por isso, que a dificuldade em distinguir o verde / vermelho, é muito mais comum em homens. O daltonismo em mulheres é por esta razão que é menos frequente do que nos homens.
A dificuldade em distinguir a cor azul afeta homens e mulheres de igual forma porque é realizado num cromossomo não-sexual.

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O que é conjuntivite?

O que é conjuntivite?

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva (o branco dos olhos). Os primeiros sinais e sintomas são a vermelhidão na parte branca dos olhos, o prurido ou “comichão”, o lacrimejo, a sensibilidade à luz, entre outros que podem variar de acordo com a conjuntivite presente. Os diferentes tipos de conjuntivite variam de acordo com o agente patogénico envolvido, como veremos adiante com detalhe.
Habitualmente, a conjuntivite dura de uma semana a 15 dias, podendo o tempo de duração variar de acordo com o tipo de conjuntivite presente e não costuma deixar sequelas. Pode ser aguda ou crónica e afetar apenas um olho (esquerdo ou direito) ou os dois, geralmente, afeta os dois (bilateral).

Conjuntivite – causas

As causas da conjuntivite podem ser de diversa ordem, sendo a mais comum a infeção provocada por diversos tipos de agentes patogénicos. Estes agentes são sobretudo bactérias, mas também podem ser vírus e fungos, sendo os dois primeiros os agentes mais frequentes na causa da conjuntivite.
A conjuntivite também pode ser causada por agentes químicos e físicos de ordem diversa, como por exemplo, corpos estranhos, calor intenso, gases irritantes, raios ultravioleta, produtos cáusticos, fumos, entre outros.
Alguns problemas de visão, como erros refrativos (miopia, astigmatismo, hipermetropia) caso não possuam uma correção adequada, também podem causar conjuntivite, uma vez que, podem desencadear um esforço excessivo do aparelho ocular e consequentemente provocar inflamação da conjuntiva.

Conjuntivite – sintomas

Os sintomas de conjuntivite variam de acordo com o tipo de conjuntivite. Contudo, indiferentemente do tipo de agente causador os doentes apresentam, habitualmente, o mesmo tipo de sinais e sintomas.
Na conjuntivite, os sintomas iniciais mais frequentes são o prurido, lacrimejo ou olhos lacrimejantes (lágrimas abundantes) e a fotofobia (sensibilidade à luz).
O sinal mais evidente é a vermelhidão na parte branca do olho (olhos vermelhos). Esta vermelhidão é causada pela dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva e, por vezes, acompanhada por edema a rodear a córnea (quemose).
Usualmente, as pálpebras também ficam vermelhas e tumefactas (pálpebras inchadas), tanto na sua face interna como nas extremidades. Outro dos sintomas da conjuntivite frequente é a fotofobia (sensibilidade à luz) nos casos em que a inflamação é mais intensa, olhos irritados, prurido e por vezes dor ocular. A conjuntivite não está associada a febre.
Também é muito comum a produção de secreções, cujas características variam consoante a causa da conjuntivite. Veja mais informação em cada um dos tipos de conjuntivite.

Conjuntivite – tratamento

O tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença. A medicação ou remédio a utilizar para curar a conjuntivite variam de acordo com o agente responsável pela inflamação (vírus, bactérias, fungos, etc).
Se a conjuntivite é causada por vírus, o tratamento é efetuado aplicando colírios de corticóides e lágrimas artificiais. No caso da conjuntivite causada por bactérias são utilizados colírios antibióticos que devem ser prescritos pelo oftalmologista, uma vez que alguns colírios são contra-indicados e podem provocar sérias complicações e agravar a doença.
A conjuntivite provocada por agentes químicos ou físicos, costuma evoluir favoravelmente e costuma desaparecer ao fim de alguns dias sem tratamento, a menos que surjam complicações.
Normalmente, o tratamento para conjuntivite é eficaz em todos os casos, não existindo muitas complicações, contudo, elas são possíveis em determinadas situações. Uma das complicações da conjuntivite acontece quando ocorre infeção da córnea (ceratite). O tratamento da ceratite também é efetuado com colírios antibióticos.

Conjuntivite é contagiosa?

Sim, a conjuntivite é contagiosa. Entende-se por contágio ou transmissão da conjuntivite a forma como a doença passa de um olho para o outro, de pessoa para pessoa ou através de objetos contaminados. Ou seja, o contágio da conjuntivite pode ser provocado por contacto direto ou através de outro tipo de objeto contaminado, como toalhas ou lenços, por exemplo.
Em muitos casos, é o próprio doente que contagia o outro olho, transportando a infeção de
um olho para o outro. Por isso, é bastante comum vermos afetados ambos os olhos com conjuntivite (dois olhos afetados).

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O que é glaucoma?

O que é glaucoma?

O glaucoma é uma doença grave que surge na sequência do aumento da pressão intraocular. A perda de visão é consequência da destruição das células ganglionares (nervo óptico), uma estrutura que liga o olho ao cérebro occipital e responsáveis pela condução das imagens da retina até ao cérebro.

A pressão ocular (pressão interna do globo ocular ou tensão ocular) deve manter-se dentro de determinados limites, à volta dos 15 mm Hg (pressão normal do olho) embora possa oscilar entre os 10 e 22 mm Hg (valores limite), sendo uma condição essencial para garantir o correto funcionamento do olho. Existem vários fatores que contribuem para a conservação da pressão intraocular nos valores normais, destacando-se a produção do humor aquoso.

O humor aquoso é um líquido transparente, constituído por água e sais dissolvidos. Tem como função nutrir a córnea e o cristalino, além de regular a pressão interna do olho (pressão intraocular). O líquido localiza-se na câmara anterior e posterior do globo ocular.

A câmara anterior localiza-se entre a córnea e a íris e a posterior entre a íris e o cristalino. O humor aquoso é produzido constantemente pelo corpo ciliar e é drenado pela malha trabecular, mantendo a pressão ocular normal. Se a drenagem do humor aquoso não se fizer nas quantidades iguais às de produção do mesmo, as pressões oculares aumentam, provocando glaucoma nos olhos e consequente dano irreversível do nervo óptico.

O nervo óptico é comparável a um cabo elétrico formado por inúmeros fios, os axónios. Nos doentes com glaucoma essas fibras encontram-se atrofiadas, tornando-se impossível a condução das imagens até ao cérebro. Secundariamente, verifica-se o aparecimento de escotomas no campo visual e com o evoluir da doença, o glaucoma provoca perda progressiva de visão.

O glaucoma ocular é uma doença, habitualmente, assintomática nas fases iniciais e que pode provocar cegueira, ou perda de visão severa, se não for diagnosticada e tratada de forma atempada e adequada.

Glaucoma – causas

As causas de glaucoma podem ser de diversa ordem, nomeadamente, obstrução do trabéculo ou aumento da produção do aquoso. Em relação à obstrução do trabéculo pode ser congénito, por persistência da membrana de Barkan ou adquirido, por depósito de pigmentos ou porque o ângulo irido-corneano está fechado. O aumento de produção de humor aquoso está, normalmente, associado a inflamações do corpo ciliar.

A origem do glaucoma ocular pode também estar associada a algumas doenças. Entre as doenças, destaca-se a diabetes que é uma das principais causas do glaucoma, principalmente pelo elevado número de doentes que padecem atualmente desta patologia.

Glaucoma – sintomas

Os sintomas de glaucoma ocular mais frequentes são escotomas (manchas escuras) no campo visual periférico. Para perceber melhor, imagine que está a ver um filme no cinema e que não consegue visualizar o ecrã completo, apenas vê a parte do meio, como se estivesse a ver por uma espécie de túnel. No olho com glaucoma, à medida que a doença evolui, as manchas vão aumentando e a visão vai-se deteriorando.

Sintomas e sinais como olhos vermelhos, olhos lacrimejantes, fotofobia (sensibilidade à luz), dor nos olhos, dor de cabeça são também frequentes.

Os sintomas de glaucoma apenas são detetados, de um modo geral, numa fase avançada da doença, isto é, quando cerca de 50% das células ganglionares estão atrofiadas. No glaucoma, os sintomas iniciais ou são inexistentes ou são praticamente impercetíveis, progredindo a doença para fases avançadas de forma “silenciosa”. Ou seja, inicialmente a doença é assintomática (sem sintomas), no entanto com o evoluir do glaucoma vão surgindo os primeiros sintomas.

Se o glaucoma não for tratado, a doença pode levar à lesão permanente do nervo ótico, causando alteração progressiva do campo visual, podendo progredir para a cegueira.

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O que é descolamento de retina?

O que é descolamento da retina?

O descolamento de retina é um problema grave em que ocorre o descolamento da retina neurossensorial do epitélio pigmentado, podendo provocar perda de visão e cegueira. A retina possui um importante papel na visão. É uma fina camada de tecido, sensível à luz, localizada na parte mais interna do olho. O sistema ótico do olho foca a luz na retina, esta recebe as imagens e envia-as para o cérebro, através do nervo ótico sob a forma de impulsos nervosos.

O descolamento posterior do vítreo, lesões ou traumas no olho ou na cabeça podem causar rasgaduras ou buracos na retina. As rasgaduras permitem que o vítreo se infiltre para debaixo da retina. O descolamento inicial da retina pode ser localizado ou amplo, todavia se não se efetuar um tratamento rápido toda a retina pode descolar, levando à perda da visão e cegueira.

O descolamento da retina é um problema grave e que necessita de tratamento urgente. Se suspeitar de poder ter um descolamento de retina deve entrar, urgentemente, em contacto com um oftalmologista, pois podem advir danos permanentes na visão, caso o descolamento não seja reparado nas primeiras 24 a 72 horas.

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O que é ceratocone?

O que é ceratocone?

O ceratocone ou queratocone é uma doença não-inflamatória, degenerativa da córnea. As alterações na estrutura da córnea tornam-na mais fina, modificando a sua curvatura dando-lhe, assim, uma forma mais cónica (ectasia) que o normal. Para melhor perceber o que é ceratocone nos olhos, observe a figura acima. Observe a imagem da esquerda e veja a curvatura típica de uma córnea normal. Como pode observar no olho com ceratocone a curvatura da córnea está modificada e consequentemente as imagens ao passarem pela córnea são distorcidas provocando alterações na visão das pessoas com ceratocone (imagem da direita). As alterações na córnea induzem miopia e astigmatismo miópico. A miopia e o astigmatismo são dois tipos de erros refrativos.

O ceratocone ocular é a distrofia mais frequente da córnea.  É uma doença que afeta um indivíduo em cada mil. Esta doença, ocorre em populações de todo o mundo, contudo, alguns grupos étnicos apresentam uma maior prevalência que outros. Geralmente, é diagnosticado em doentes adolescentes (2ª década de vida) apresentando o estadío mais grave na segunda e terceira décadas de vida.

A doença pode afetar apenas um olho ou, então, ambos os olhos. O ceratocone bilateral (nos dois olhos) é mais frequente que o ceratocone unilateral (ceratocone num olho só).
O ceratocone é uma doença grave na medida em que evolui para perdas significativas de acuidade visual. Nos estágios avançados o doente pode, inclusive, ficar cego.

Ceratocone – sintomas

Os sintomas de ceratocone mais comuns são a perceção de múltiplas imagens fantasmas (poliopia monocular). Estes sintomas são mais evidentes em campos de visão com altos contrastes. O doente com ceratocone vê muitos pontos espalhadas num padrão muito irregular. Este padrão geralmente não se altera, mas pode ganhar novas formas com o decorrer do tempo. Em alguns casos pode  apresentar diplopia monocular (presença de imagem dupla ao invés de múltipla). O ceratocone causa dor de cabeça de forma frequente, devido ao esforço ocular que o doente tem de fazer para ver.

Habitualmente, o ceratocone causa alterações substanciais da visão como: hipovisão (baixa visão), diplopia (perceção de duas imagens) ou poliopia (imagens múltiplas) e sensibilidade exagerada à luz (fotofobia).

Geralmente, os sintomas agravam-se com o evoluir da doença. O ceratocone pode cegar, ou seja, pode levar à cegueira nos estadíos avançados da doença.

Diagnóstico do ceratocone

O diagnóstico do ceratocone é feito por observação clínica e através de exames complementares de diagnóstico. O exame no diagnóstico de ceratocone mais utilizado é a topografia corneana. A topografia de córnea é um exame ocular que permite avaliar anomalias grosseiras ou incipientes na superfície anterior ou posterior da córnea, permitindo efetuar o diagnóstico de ceratocone e de outras patologias.

Ceratocone – causas

As causas do ceratocone não estão, ainda, completamente esclarecidas. Sabe-se que o “esfregar ou coçar os olhos” pode ajudar na evolução do ceratocone, pelo que é importante evitar estes gestos. É também sabido que, habitualmente, o ceratocone evolui na gravidez.

Ceratocone tem cura?

O ceratocone não tem cura, contudo se tratado de forma adequada pode restabelecer aos doentes uma boa acuidade visual compatível com as necessidades das tarefas diárias.

O ceratocone pode e deve ser operado, ajustando a técnica cirúrgica ao tipo e estadío do ceratocone. Quando os óculos ou lentes de contacto não corrigem a acuidade visual para valores aceitáveis e antes da córnea ficar turva (hidropsia), a técnica atualmente mais aceite é o implante de anéis na espessura da córnea, de acordo com o tipo e estadío do ceratocone. Os resultados são extremamente encorajadores.

Ceratocone – tratamento

As duas formas, mais utilizadas no tratamento de ceratocone, são:

1º Tratar a hipovisão provocada pelo ceratocone através de óculos na fase inicial da doença e quando o uso de óculos não produz os efeitos desejados, deve-se experimentar o uso de lentes de contato para ceratocone, nomeadamente, lentes de contacto semi-rígidas ou rígidas.

As lentes de contato para ceratocone devem ser semi rígidas ou rígidas dependendo do estadío (ceratocone incipiente ou avançado), tipo de ceratocone e da capacidade de adaptação do doente. Cada doente possui uma sensibilidade diferente de adaptação às lentes de contacto. Enquanto que para uma determinada pessoa a adaptação pode ser fácil, para uma outra, a adaptação pode revelar-se bastante complicada.

2º Outra forma de tratamento do ceratocone é tratar a patologia, isto é, recorrendo à cirurgia, nomeadamente, através da colocação de anéis corneanos no estroma da córnea de modo a modificar a sua curvatura, obtendo assim excelentes resultados visuais. Quando a córnea não tem condições físicas ou está muito cónica ou turva, o que está indicado é o transplante de córnea, de forma a restabelecer a transparência dos meios óticos.

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O que é astigmatismo?

O que é astigmatismo?

O astigmatismo é um erro refrativo num determinado eixo, em que a imagem na retina surge desfocada. O astigmatismo está entre os problemas de visão mais frequentes e que pode estar associado a outros erros refrativos ou doenças dos olhos, como veremos mais tarde.

Para melhor perceber o que é astigmatismo nos olhos ou astigmatismo ocular, observe as imagens ou fotos superiores. Com visão normal, a imagem é focada na retina e num único ponto de focagem. A retina tem um importante papel na visão, pois é esta que recebe as imagens e as transmite ao cérebro através do nervo ótico.

No olho com astigmatismo, os objetos são focados em mais do que um ponto, distorcendo desta forma a visão, isto é, as imagens sofrem uma distorção ao passarem pela córnea e, como tal, surgem desfocadas quando projetadas na retina. Consequentemente na visão com astigmatismo, as imagens transmitidas ao cérebro estão desfocadas ou distorcidas provocando visão turva ou visão “embaçada”.

Astigmatismo – sintomas

As pessoas com astigmatismo ocular apresentam os seguintes sintomas: visão turva ao perto e ao longe, ou seja, os objetos mais próximos ou distantes, ficam distorcidos. O astigmata ou pessoa com astigmatismo, pode apresentar fadiga ocular (vista cansada) ou cefaleias (dor de cabeça), que são os sintomas de astigmatismo mais frequentes.

Numa fase inicial o astigmatismo poderá ser assintomático (sem sintomas), contudo, com o agravar da doença surgem os primeiros sinais e sintomas.

Astigmatismo – causas

As causas do astigmatismo ocular são desconhecidas, estando, normalmente, o erro refrativo presente desde o nascimento. Normalmente, o defeito está na curvatura da córnea cuja forma é mais ovalada do que redonda. A curvatura da córnea é assimétrica, desfocando assim, a visão.

O astigmatismo pode também ser induzido por certas doenças dos olhos, como é o caso do ceratocone, pterígio, entre outras.

Dizemos que estamos perante um astigmatismo irregular, quando a curvatura da córnea é muito desigual. Por seu turno, designamos por astigmatismo regular quando existe, apenas, uma diferença de curvatura entre dois meridianos perpendiculares da córnea.

Astigmatismo infantil

A designação astigmatismo infantil ou na infância é utilizada sempre que o erro refrativo afeta as crianças. A primeira consulta no oftalmologista deve ter lugar no primeiro ano de vida para despiste de eventuais erros refrativos, designadamente, as anisometropias evitando, desta forma, possíveis comprometimentos visuais permanentes (ambliopias).

A maioria das crianças não sabe referir quando não vê bem. Acredita que a visão que possui seja normal porque nunca viu melhor. A deteção e o tratamento precoce de problemas de visão nas crianças é fundamental não só para evitar possíveis ambliopias como também para acautelar problemas no seu desenvolvimento.

Estima-se que entre 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentem problemas oculares que podem influenciar o seu desempenho na escola.

Astigmatismo tem cura?

O astigmatismo não tem cura. Contudo, se forem tomadas as medidas adequadas de forma a corrigir o erro refrativo poderemos restabelecer aos doentes uma boa acuidade visual, compatível com as necessidades das suas tarefas diárias. Veja de seguida, como tratar ou corrigir o astigmatismo.

Astigmatismo – tratamento, correção

O tratamento para astigmatismo passa pela correção do erro refrativo. Qualquer astigmatismo pode ser corrigido através de óculos ou lentes de contato. A correção cirúrgica também é possível, recorrendo a laser (LASIK) ou operar com lentes intra-oculares.

Lentes

O astigmatismo ocular pode ser compensado com uma lente tórica (lentes cilindricas) que vai compensar a deficiência corneana. A lente não tem a mesma espessura em toda a superfície e a diferença é tanto maior quanto mais elevado for o astigmatismo ocular, de forma a compensá-lo.

O astigmatismo é corrigido com óculos, sensivelmente até aos quinze anos de vida, já que a partir desta idade pode ser compensado por lentes de contato para astigmatismo. Como veremos, de seguida, existe também a possibilidade de efetuar tratamento cirúrgico para corrigir o astigmatismo.

 

Cirurgia de astigmatismo

A partir dos vinte anos de idade, caso o erro refrativo esteja estabilizado podemos realizar cirurgia de astigmatismo. A operação ou cirurgia tem como finalidade a correção do astigmatismo, restituindo desta forma uma visão normal aos doentes sem necessidade de uso de óculos ou lentes de contato. A cirurgia para astigmatismo pode ser efetuada com laser (cirurgia LASIK) até 6 dioptrias ou através de lente intra-ocular na câmara anterior ou posterior (se não tiver indicação para LASIK). Operar astigmatismo é na atualidade uma opção muito segura apesar de, à semelhança de qualquer cirurgia, existirem alguns riscos e complicações que devem ser considerados.

O astigmatismo pode ainda ser tratado com lentes intra-oculares, colocadas no saco capsular em doentes com mais de 45-50 anos, assim como a presbiopia e outros erros refrativos.

Nos doentes que padecem de astigmatismo e miopia juntos, a cirurgia de astigmatismo e miopia permite corrigir em simultâneo os dois erros refrativos. De igual modo, as técnicas utilizadas com mais frequência são o LASIK e lentes intra-oculares.

Os resultados cirúrgicos são ótimos, se tivermos em conta os exames complementares de diagnóstico, as indicações e contra indicações das técnicas cirúrgicas, baseados na idade, valores e estabilização do astigmatismo.

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